Coleta: O exame compreende dosagens seriadas de hormônio tiroestimulante (basal e após estímulo com TRH). A duração padrão do teste é de 60 minutos ou de acordo com a solicitação médica. Jejum minimo de três horas, punção venosa com cateter e coletar amostra basal. Administrar TRH (200 ug) via endovenosa. Coletar amostras de soro nos tempos basal, 15, 30 e 60 minutos ou conforme orientação médica. Dosar TSH em todas as amostras. É necessário informar os nomes dos medicamentos em uso, especialmente hormônios tiroidianos, anticoncepcionais, antiarrítmicos e fórmulas. Manter o cliente em repouso relativo. Pode apresentar tontura, náusea, calor, rubor e vontade de urinar.
Código SUS:
Código CBHPM: 4.03.16.52-1
Interpretação
Uso: avaliação das reservas de TSH e prolactina; avaliação da supressão do TSH por hormônios tireoidianos; confirmação de hipertireoidismo endógeno; monitoramento da terapêutica de supressão hormonal.
O TRH é um hormônio liberador de tirotropina sintético, com potente atividade estimuladora da liberação de prolactina e TSH. O principal uso deste teste é a avaliação de pacientes com suspeita de insuficiência pituitária, freqüentemente combinada com teste de liberação de gonadotropinas. Em indivíduos normais, o TSH plasmático sobe rapidamente após a administração de TRH. Em pacientes com tirotoxicose, hipotireoidismo secundário ou insuficiência pituitária primária, há resposta reduzida devido àsupressão do feedback da via pituitária. Os níveis de prolactina normalmente devem subir de 2 a 3 vezes o valor basal. Respostas de TSH insuficientes também podem ocorrer em doenças como depressão, síndrome de Cushing, acromegalia e uso de medicamentos.