• Código: PSA
  • Material: soro
  • Sinônimo: PSA TOTAL - ANTÍGENO PROSTÁTICO ESPECÍFICO
  • Volume: 1,0 mL
  • Método: Eletroquimioluminescência
  • Volume Lab.: 1,0 mL
  • Rotina: Diária
  • Resultado: 24 horas
  • Temperatura: Refrigerado
  • Coleta: - Jejum não necessário; - Preparo: para realização do exame o paciente precisa atender às seguintes condições: -- não ter ejaculado nas últimas 48 horas; -- não ter feito exercício em bicicleta (ergométrica ou não) nos últimos dois dias; -- não ter andado de motocicleta nos últimos dois dias; -- não ter praticado equitação nos últimos dois dias; -- não ter usado supositório nos últimos três dias; -- não ter recebido sondagem uretral ou feito exame de toque retal nos últimos três dias; -- não ter feito cistoscopia nos últimos cinco dias; -- não ter realizado ultra-sonografia transretal nos últimos sete dias; -- não ter feito colonoscopia ou retossigmoidoscopia nos últimos 15 dias; -- não ter realizado estudo urodinâmico nos últimos 21 dias; -- não ter feito biópsia de próstata nos últimos 30 dias. --Obs.: no caso de homens que tenham feito prostatectomia total (retirada total da próstata), o preparo não é necessário. - Coletar amostra em tubo gel; - Aguardar 30 min para retração do coagulo; - Realizar a centrifugação em 3.200 RPM por 12 min; - Aliquotar a amostra em tubo de transporte encaminhando a amostra sob refrigeração, de 2ºC a 8ºC.
  • Código SUS:
  • Código CBHPM: 4.03.16.14-9

Interpretação

  • Uso: diagnóstico e monitoramento de tratamento farmacológico e/ou cirúrgico de patologias prostáticas (câncer de próstata, hiperplasia prostática benigna e prostatites); teste de triagem para detecção precoce de câncer de próstata. O PSA é uma proteína seminal com funções enzimáticas, produzido pela próstata, glândulas periuretrais e periretal. Embora presente em altas concentrações em fluidos seminais, o PSA está presente em concentrações muito baixas na circulação do homem saudável. Fisiologicamente, a maioria do PSA presente na circulação está ligado àantiquimotripsina (ACT) e alfa-2-macroglobulina, inibidores das serina-proteases; somente uma pequena fração de PSA encontra-se livre na forma circulante. Esta condição de associação a outras proteínas provavelmente contribui com a meia vida elevada do composto na circulação (2 a 3 dias). O PSA, devido àsua produção fisiológica muito particularmente associada àpróstata, é utilizado como molécula marcadora de volume prostático, uma vez que suas concentrações tendem a refletir o volume do órgão. A associação do uso do PSA rotineiramente e do toque retal está contribuindo para o estabelecimento de diagnóstico de HPB (Hiperplasia Benigna da Próstata) e câncer de próstata precocemente, o que facilita o tratamento e confere índices de sobrevivência progressivamente melhores aos indivíduos afetados. Indivíduos com PSA alterado devem ser investigados com ultra-sonografia transretal, biópsia e outros métodos, conforme indicação clínica. Até recentemente, o ponto de corte para homens normais era de 0,0 a 4,0 ng/mL. Valores acima deste patamar deveriam ser investigados, podendo tipicamente representar HPB, câncer de próstata ou prostatites agudas (geralmente acompanhadas de sintomas clínicos típicos e perceptíveis). A diferenciação de patologias é, desta forma importante. São utilizadas várias estratégias diferenciais, posto que o tratamento é diverso em cada caso. O uso da determinação de percentual de PSA livre e biópsia prostática é a mais freqüente. Valores superiores a 10 ng/mL são mais freqüentemente associados a câncer de próstata, embora outras causas (especialmente prostatites) possam ocorrer. A determinação do PSA isoladamente não possui índices de especificidade e sensibilidade que permitam a utilização do teste isoladamente como marcador de câncer de próstata. Valores considerados normais podem ser encontrados em pacientes com câncer de próstata (até 20%) e valores considerados aumentados podem não estar associados a câncer. Portanto, é mais útil a associação de dados do PSA com outros marcadores para o estabelecimento dos diagnósticos (ultra-som transretal, toque retal, biópsia prostática, avaliação clínica, associação de dados - PSA velocidade, que marca a variação de PSA em dosagens seriadas ou PSA densidade, que associa o valor do PSA ao volume da próstata no USTR). Discute-se atualmente o estreitamento da faixa de normalidade em função da idade ,no entanto o uso desta tabela é controverso e os médicos em geral (urologistas) preferem os valores de referência para todas as idades. Bibliografia: Caplan A, Kratz A. Prostate-specific antigen and the early diagnosis of prostate cancer. Am J Clin Pathol. 2002;117(Suppl 1):S104-S108 Dew T, Coker C, Saadeh F, et al. Influence of investigative and operative procedures on serum prostate-specific antigen concentration. Ann Clin Biochem. 1999;36(Pt3):340-346

Referência

  • Feminino: Inferior a 0,003 ng/mL
  • Masculino: Inferior a 4,000 ng/mL
  • - A neoplasia de próstata pode estar presente mes-
  • mo com níveis de PSA dentro do valor de referência
  • Quanto maior o nível de PSA maior o risco de neo-
  • plasia de próstata. A Sociedade Brasileira de Uro-
  • logia sugere o ponto de corte de 4,0 ng/mL para
  • consideração de propedêutica adicional.**
  • - Níveis baixos de PSA podem ser detectados em mu-
  • lheres devido a sua presença nas glândulas para-
  • uretrais e anais, e tecido mamário.
  • - Causas possíveis de PSA elevado: hiperplasia
  • prostática benigna, prostatite (obs:. a maioria é
  • assintomática), infecção urinária, biópsia prostá-
  • tica, cistoscopia, colonoscopia, toque retal, eja-
  • culação, exercícios (ciclismo),câncer de próstata.
  • Na maioria desses casos o aumento é transitório.
  • **Referências bibliográficas:
  • 1- Prostate-Specific Antigen Best Practice State-
  • ment: 2009 Update.American Urological Association.
  • 2- Câncer de Próstata:Marcadores Tumorais Diretri-
  • zes da Sociedade Brasileira de Urologia 2006.
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