Presente em grandes concentrações no espaço intracelular, o potássio tem importância na manutenção do equilíbrio eletrolítico e as variações em suas concentrações interferem com a contração muscular. Níveis abaixo de 3mEq/L no sangue são associados a sintomas neuromusculares, os quais, junto com alterações eletrocardiográficas também são encontrados na hiperpotassemia. Doenças que cursam com hiperplaquetemia também podem apresentar hiperpotassemia por liberação do potássio intraplaquetário. A presença de hemólise na amostra coletada aumenta sensivelmente o nível de potássio. Inúmeras drogas interferem sobre o potássio, aumentando ou diminuindo os seus níveis.
Indicações: Avaliação dos distúrbios hidroeletrolíticos e ácidobásicos.Valores aumentados: infusão rápida de vitamina K. Valores diminuídos: vômitos prolongados, diarréia, acidose tubular renal, insuficiência renal, síndrome de Fanconi, aldosteronismo primário ou secundário, síndrome de Cushing, administração de ACTH, cortisona ou testosterona.
Interpretação clínica:
Níveis aumentados no sangue: choque, transfusões, desidratação, cetoacidose, insuficiência renal, hipertireoidismo, insuficiência suprarrenal, iatrogenia, uso de inibidores da conversão de angiotensina, hemólise (no paciente ou na amostra). Níveis baixos no sangue: vômitos, perdas intestinais (retocolite, doença de Crohn, diarréias agudas), perdas renais (nefrites, acidose tubular renal, diuréticos), alcalose, queimaduras extensas.
OBS: Interferentes: bloqueadores adrenérgicos +, ácido aminocapróico +, angiotensina +, agentes antineoplásicos +, cefaloridina +, ciclosporina +, digoxina +, epinefrina +, heparina +, lítio+, manitol +, metilcilina +, agentes antiinflamatórios +, penicilina +, tetraciclina +, adrenérgicos -, aminoglicosídeos -, aspirina -, anfotericina -, carbenicilina -, diuréticos -.
Sugestão de leitura complementar:
Lippi G, Favaloro EJ, Montagnana M, Guidi GC. Prevalence of hypokalaemia: the experience of a large academic hospital. Intern Med J. 2010;40:315-6
Parham WA, Mehdirad AA, Biermann KM, Fredman CS. Hyperkalemia revisited. Tex Heart Inst J. 2006;33:40-47