As inibinas são hormônios glicoproteicos que circulam como dímeros e são produzidas, principalmente, pelo tecido gonadal. Ambas possuem uma subunidade alfa comum e, na inibina B esta é ligada a uma subunidade beta B.
Indicações: No sexo feminino reflete a atividade folicular e, no sexo masculino, reflete a função das células de Sertoli, na infância, e destas e das células germinativas no adulto. Assim, funciona como marcador da integridade da função ovariana e testicular.
Interpretação clínica: Pode estar elevada em: tumores ovarianos; outros tumores, como de células de Sertoly, de células de Leydig, de supra-renais; síndromes de resistência androgênica. Pode estar diminuída em: climatério; obesidade, sugerindo anovulação; síndrome dos ovários policísticos (PCO), correlacionando-se inversamente com insulina e diretamente com a globulina ligadora de hormônios sexuais (SHBG); alterações testiculares, como anorquia, orquipexia, disgenesia e outras alterações das estruturas testiculares.
Sugestão de leitura complementar:
Scheffer Juliano Brum, Lozano Daniel Méndez, Frydman René, Fanchin Renato. Relação entre os níveis séricos do hormônio anti-Mulleriano, inibina B, estradiol e hormônio folículo estimulante no terceiro dia e o status folicular ovariano. Rev. Bras. Ginecol. Obstet. 2007; 29( 4 ): 186-91.
Referência
Homens:
22 - 63 anos: 11,5 a 368,88 pg/mL
Meninos:
5 - 9 anos: 21,0 a 166,0 pg/mL
10 - 13 anos: 41,0 a 328,0 pg/mL
14 - 17 anos: 135,0 a 368,0 pg/mL
Mulheres:
Ciclo Normal(16 - 40 anos): 10,0 a 320,0 pg/mL
Pré-menopausa(43 - 50 anos):Inferior a 152,5 pg/mL