Método: Identificação por Técnicas Manuais e/ou Automatizadas
Volume Lab.: 5,0 mL
Rotina: Diária
Resultado: 7 dias
Temperatura: Ambiente
Coleta: Coletar o material em meio de cultura apropriado(frasco HEMOPROV). Enviar no próprio meio.
Adulto: coletar 5 a 10 mL de sangue
Criança: coletar 1 a 5 mL de sangue
Código SUS:
Código CBHPM: 4.03.10.24-8
Interpretação
Exame especialmente útil em casos de febre de origem obscura. Algumas variáveis influem na sensibilidade do método, como o número e momento da tomada de amostras, considerando-se que quanto maior o npumero de amostras maior é a sensibilidade e que os momentos ideais são durante ou logo após eventuais picos febris.
As hemoculturas podem ser realizadas para uma série de microorganismos; o solicitante deve considerar isto no momento da requisição, especificando os microorganismos que necessitam de cobertura (exemplo: hemocultura para germes comuns, fungos, germes anaeróbios, micobactérias). A liberação de um resultado negativo pode levar até 7 dias. A partir de sinais de positividade, relatórios parciais são passados ao solicitante.
Indicação: isolamento, identificação e determinação de perfis de sensibilidade a antibióticos de agentes causadores de bacteremia.
Interpretação clínica: Resultados positivos: bacteremias em geral, endocardites e sepses. Virtualmente qualquer organismo, mesmo os organismos de flora normal, pode causar bacteremia. Os resultados positivos devem ser interpretados com cautela, devido àpossibilidade de contaminação. O encontro de positividade em pelo menos duas tomadas de amostra permite mais confiabilidade àhemocultura positiva. Bacilos Gram-negativos, anaeróbios e fungos devem ser inicialmente interpretados como patógenos, até prova em contrário.
Resultados negativos: não implicam necessariamente em ausência de bacteremia, devido àpossibilidade de presença de fatores inibidores, como uso de antibiótico, por exemplo.
Sugestão de leitura complementar:
Araujo MRE. Hemocultura: recomendações de coleta, processamento e interpretação dos resultados. J Infect Control 2012; 1 (1): 08-19.