Coleta: Urina - Realizar higiene genital, desprezar o primeiro jato e colher todo volume da primeira urina da manhã, enviar uma alíquota em frasco estéril de 50 mL (volume mínimo 5,0 mL).
Fezes - Coletar as fezes de qualquer evacuação no pote do laboratório ou coletor tipo universal e transferir para o meio de transporte Cary blair.
Líquidos Nobres - Enviar de 5,0 a 10,0 mL, preferencialmente em tubo Falcon para evitar derramamento durante o transporte.
Tecidos e Biópias - Enviar todo o volume coletado em frasco estéril em solução salina.
Aspirado gástrico e secreção gástrica - Enviar de 5,0 a 10,0 mL, em frasco estéril.
Materiais de trato respiratório (escarro, secreção traqueal, secreção brônquica, lavado brônquico): Enviar de 5,0 a 10,0 mL, em frasco estéril.
Medula Óssea: Enviar no meio de cultura BACTEC Myco/F.
Código SUS:
Código CBHPM: 5.03.00.63-4
Interpretação
Uso: diagnóstico de processos infecciosos causados por micobactérias.
As infecções causadas por micobactérias têm aumentado sua incidência devido ao aumento no número de casos de imunodeficiência e ao desenvolvimento de resistência aos quimioterápicos observado na atualidade. Processos patológicos causados por estes microorganismos são de difícil diagnóstico, devido àcaracterística crônica e inespecífica do processo e àdificuldade de isolamento do germe nos locais afetados. Micobactérias são microorganismos exigentes, e seu cultivo demanda muitos cuidados, que oneram seu custo e condicionam a culturas geralmente muito demoradas. Contudo, a cultura para BAAR oferece sensibilidade adicional àabordagem diagnóstica, além de servir como subsídio epidemiológico. Clinicamente, a opção de pesquisa de micobactérias por PCR melhorou a capacidade do laboratório em responder com boa sensibilidade e maior rapidez ànecessidade diagnóstica. Os materiais empregados podem ser variados, desde escarro, sangue, urina, biópsia, etc.
Indicações: Diagnóstico de processos infecciosos causados por micobactérias.
Interpretação clínica: A cultura apresenta alta especificidade e alta sensibilidade, de 80-85%, no diagnóstico das infecções causadas por micobactérias.
Sugestão de leitura complementar:
Manual Nacional de Vigilância Laboratorial da Tuberculose e outras bactérias. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. 2008. Disponível em http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_vigilancia_laboratorial_tuberculose.pdf, consulta em 29 de novembro de 2015.