Coleta: Urina - Realizar higiene genitais, desprezar o primeiro jato e colher todo volume da primeira urina da manhã em frasco estéril, enviar uma alíquota no frasco estéril de 50 mL.
Escarro - A coleta de escarro deve ser realizada preferencialmente de manhã ao se levantar, antes da higiene oral e do desjejum. Lavar várias vezes a boca com água pura, gargarejando e bochechando abundantemente. Fazer várias inspirações profundas e tossir várias vezes procurando obter o material da árvore brônquica. Uma boa amostra de escarro é obtida após esforço de tosse, e não a que se obtém da faringe ou por aspiração de secreções nasais, nem tampouco a que contém somente saliva. O aspecto ideal da amostra é mucopurulento. Enviar o material em frasco estéril volume mínimo 2,0 mL.
Líquidos Nobres - Enviar de 5,0 a 10,0 mL, preferencialmente em tubo Falcon para evitar derramamento durante o transporte.
Pode ser realizado na linfa, devendo dessa forma ser coletada do lóbulo da orelha ou prega do cotovelo e ser enviada as lâminas.
Critério de rejeição da amostra:
Urina - Rejeitar volumes menores de 10 mL.
Escarro - Pouca amostra e saliva.
Linfa - Lâminas com sangue e linfonodos.
Código SUS:
Código CBHPM: 4.03.10.05-1
Interpretação
As infecções causadas por micobactérias têm aumentado sua incidência devido ao aumento no número de casos de imunodeficiência e ao desenvolvimento de resistência aos quimioterápicos observado na atualidade. Processos patológicos causados por estes microorganismos são de difícil diagnóstico, devido àcaracterística crônica e inespecífica do processo e àdificuldade de isolamento do germe nos locais afetados. A baciloscopia é o meio diagnóstico mais usado nos diagnósticos de tuberculose pulmonar. Consiste em exame simples, rápido e barato. Os materiais empregados podem ser variados, desde escarro, sangue, urina, biópsia, etc.
Indicações: Diagnóstico de processos infecciosos causados por micobactérias.
Interpretação clínica: Qualquer resultado positivo confirma o diagnóstico de tuberculose, entretanto, um resultado negativo não afasta a doença uma vez que o teste possui sensibilidade de apenas 50-60 %.
Sugestão de leitura complementar:
Ridley DS, Jopling WH. A classification of leprosy for research purposes. Lepr Rev 1962; 33:119-28.
Manual Nacional de Vigilância Laboratorial da Tuberculose e outras bactérias. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. 2008. Disponível em http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_vigilancia_laboratorial_tuberculose.pdf, consulta em 29 de novembro de 2015.
Referência
Interpretação - Materiais Respiratórios:
Negativa: Não foram observados BAAR em 100 campos
observados
Positiva: De 1 a 9 BAAR em 100 campos observados
Positiva+: De 10 a 99 BAAR em 100 campos observa-
dos
Positiva++: Média de 1 a 10 BAAR nos primeiros 50
campos observados
Positiva+++: Acima de 10 BAAR nos primeiros 20
campos observados
Interpretação - Outras Amostras Clínicas:
Negativa: Não foram observados BAAR na amostra
analisada
Positiva: Presença de BAAR na amostra analisada
ATENÇÂO:Alteração do valor de referência a partir
de 14/09/2015.
Valor de referência antigo:
Negativa
Positiva: Presença de B.A.A.R
A Pesquisa de BAAR compreende as pesquisas de
Mycobacterium tubercolosis e Mycobacterim leprae.
*** Outras técnicas disponíveis em nossa rotina***